São Pedro Apóstolo – o primeiro Papa

Leandro Nascimento

       Doutrina Católica

      Um dos fatores que levam discordância entre católicos e protestantes está relacionada à interpretação da Bíblia. Para os protestantes, qualquer um pode ler e interpretar as escrituras como bem entender, sem a necessidade de alguém explicar. Tal fato explica a existência de milhares denominações protestantes, que discordam entre si e a cada dia surgem mais e mais.

            Para os católicos, o legítimo intérprete da Bíblia é o Papa, sucessor direto de São Pedro, a quem Cristo confiou a missão de apascentar suas ovelhas (Jo 21, 15-17).  Perante as duas concepções (Católica e protestante) cabe-nos saber qual seria a vontade divina e não a vontade dos homens. A Bíblia Sagrada mostra-nos que São Pedro possuía um lugar de destaque entre os apóstolos, liderando-os e obedecendo a Jesus Cristo, observemos então tal afirmação segundo as Sagradas  Escrituras.

         São Pedro é o mais citado pelos evangelistas, aparecendo por 171 vezes, enquanto São João, o discípulo amado é citado por 46 vezes.

      Em João 1, 41-42, vemos Jesus mudando o nome de Simão para Pedro “Este (André) encontrou primeiro seu irmão Simão, e disse-lhe: Encontramos o Messias. E levou-o a Jesus. E Jesus, fixando nele o olhar, disse: Tu és Simão, filho de João, tu serás chamado Cefas, que quer dizer Pedro (Pedra)” (S. João, I, 41-42). Qual seria o motivo de Jesus ter mudado o nome de Simão para Pedro, com o significado de Pedra? Certamente não seria por não simpatizar com Simão, mas porque logo adiante ele seria chamado pedra, sobre a qual Cristo edificaria sua Igreja.

           Se observarmos toda a Bíblia poderemos verificar que foram poucas as vezes que Deus mudou o nome de homens, o que nos leva a entender que este é um fato que denota importância, destaca dignidade.

            A mudança de nomes na Bíblia, com Abraão e Israel, ocorre quando o povo está preparado para uma grande manifestação da aliança de Deus com a homem. Na plenitude dos tempos, quando a humanidade já passou por João Batista que preparou os caminhos do Senhor (Jo 1, 23), Jesus Cristo muda o nome de Simão para Pedro (Cefas), reconhecendo nele o novo patriarca da Nova Aliança, aquele que deverá cuidar do rebanho do Senhor.

            Pertinentemente outro aspecto irrefutável que as Sagradas Escrituras nos dão, se refere à barca de Pedro. Jesus por diversas vezes está em uma barca a pregar, e invariavelmente esta barca é de Pedro, sendo que não se intitula nenhuma outra barca que Jesus utilize. Em Lc 5, 3-6, podemos observar que  a pesca milagrosa ocorre na barca de Pedro, já em Jo 23, 3,7,11 novamente ocorre outra pesca milagrosa. Em Mt 8, 23; 14, 22; Mc 4, 36; 6, 45, podemos observar a barca de Pedro sendo chamada de “a barca”, em oposição a “outras barcas” (Mc 4, 36).

            Ao analisar tantas passagens de que Jesus está na barca de Pedro, e que esta se opõe a outras, ao entender que Pedro é o patriarca da Nova Aliança de Jesus Cristo, podemos tirar uma única e irrefutável conclusão de que fora da barca de Pedro Jesus não está. Se analisarmos tais argumentações com a nossa realidade atual, veremos que a barca de Pedro hoje, na qual Jesus está, é a Igreja Católica, que tem a sua frente um legítimo sucessor de São Pedro.

              É na casa de Pedro que Jesus se hospeda por diversas vezes (Mc, 1, 29; Mt, 8, 14; Lc, 4, 38), e em Mt, 17, 24-27 vemos que Jesus manda pagar tributo por Ele e por Pedro, esse fato evidencia muito o papel de Pedro como líder dos apóstolos, sendo que após este episódio os demais discípulos perguntam a Jesus quem seria o maior no reino dos céus (Mt 18, 1).

            Outro aspecto importante de ser evidenciado é que nos evangelhos quando os discípulos são nomeados é o nome de Pedro que inicia a lista que se encerra com Judas, sendo que os outros ocuparam lugares diversos (Mt, 10, 2-4, Mc 3, 16-19, Lc 6, 14-16, At 1, 13). Se Judas ocupa o último lugar por ser o traidor, por que Pedro ocupa o primeiro? Tiremos a conclusão lógica e evidente que a Bíblia nos fornece, São Pedro é o primeiro entre os apóstolos, conforme está escrito em Mt 10, 2-4 “Primeiro, Simão chamado Pedro”, sendo que as vezes todos os apóstolos eram identificados apenas como “Simão e seus companheiros”  (Mc 1, 36), além de que após a ressurreição de Jesus, é a ele que Jesus aparece primeiro (Lc 24, 34).

            Essas passagens bíblicas explicitam de forma clara e inconfundível o papel de Pedro entre os apóstolos, porém isto não é tudo. Para ficar mais claro ainda a Primazia de Pedro, basta consultarmos Mt 16, 15-19:

Então Jesus perguntou-lhes: “E vocês, quem dizem que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo.” Jesus disse: “Você é feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu lhe digo: Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e o poder da morte não poderá vencê-la. Eu lhe darei as chaves do Reino do Céu, e o que você ligar na terra será ligado no céu, e o que você desligar na terra será desligado no céu.”

          Nessa passagem Cristo fala diretamente a Pedro, e podemos ver claramente Jesus dando autoridade a ele, sendo ainda sobre ele que a Sua Igreja seria edificada. O texto é claro, lógico e objetivo. O que ocorre é que essa passagem é por vezes extremamente destorcida, buscando expor outras maneiras de entender o que Ele diz claramente. Muitos alegam  que a pedra a qual Jesus edificaria a Igreja é Ele próprio, e não sobre Pedro, além do que qualquer um que reconhecesse em Jesus o messias seria considerado como Pedro. Incoerência, deturpação e irracionalidade. Jesus muda o nome de Simão para Pedro, que quer dizer pedra, e sob essa pedra ele edificaria a sua Igreja. Não teria sentido Jesus mudar o nome de Simão para Pedro sem nenhum objetivo, já que vimos que esse privilégio ocorreu poucas vezes na Bíblia, e como sabemos Deus é onipotente, onisciente e onipresente, ou seja, tudo pode, tudo sabe e está em todo lugar. Em tamanha perfeição, Ele jamais faria algo ilógico, ou sem sentido, já que na seqüência do texto, Jesus entrega a chave do reino dos céus a Pedro, dando o poder de ligar e desligar infalivelmente, a terra ao céu. Se analisarmos esta passagem sob a ótica protestante, ela ficaria assim: “Tu és Pedro, mas não edificarei a minha Igreja sobre ti, mas sim sobre mim, e o poder da morte não poderá vencê-la. Mas mesmo assim Eu lhe darei as chaves do Reino do Céu, e o que você ligar na terra será ligado no céu, e o que você desligar na terra será desligado no céu.”

             É inadmissível pensar um Deus todo poderoso, tão confuso… Há ainda os que afirmam que Cristo aparece por diversas vezes na Bíblia como o fundamento, a pedra angular. Isto está certo e é indiscutível, mas como explicar as seguintes passagens bíblicas: “Eu sou a luz do mundo” (Jo, 8, 12) e “Vós sois a luz do mundo”, dirigindo-se aos apóstolos (Mt, 5, 15). Como assim? Duas luzes? Ora o que ocorre é que “Há, portanto, luz e luz, pedra e pedra. Uma luz fonte, outra luz reflexo; uma pedra fundamento invisível causa e fim dos homens, outra pedra fundamento visível, rocha de sustentação da Igreja indefectível e guia infalível dos homens”. (LIBÓRIO, 2008, p.6).

            Além de tudo e para de uma vez por todas ficar claro papel de Pedro entre os apóstolos, Jesus ainda pede que ele cuide de seu rebanho, como podemos observar em Jo 21, 15-17:

Depois de comerem, Jesus perguntou a Simão Pedro: “Simão, filho de João, você me ama mais que estes outros?” Pedro respondeu: “Sim, Senhor, Tu sabes que eu te amo.” Jesus disse: “Cuide de meus cordeiros”. Jesus perguntou de novo a Pedro: “Simão, filho de João, você me ama?” Pedro respondeu: “Sim, Senhor Tu sabes que  eu te amo”. Jesus disse: “Tome conta de minhas ovelhas”. Pela terceira vez Jesus perguntou a Pedro: “Simão, filho de João, você me ama?” Então Pedro ficou triste, porque Jesus perguntou três vezes se ele o amava. Disse a Jesus: “Senhor, tu conheces tudo, e sabe que eu te amo”. Jesus disse: “Cuide das minhas ovelhas”.

          Analisando as Sagradas Escrituras, não temos nenhuma menção de que Cristo era proprietário de um rebanho de ovelhas e cordeiros, portanto a qual rebanho Jesus se referia ao falar a Pedro? Outra vez é mais que óbvio que Jesus fala do rebanho de fiéis, das almas das pessoas, e pede a Pedro que cuide deles e os apascente.        Dessa forma, podemos ver claramente que a Bíblia Sagrada, inspirada por Deus, deixa de forma clara a importância e o papel de São Pedro, o primeiro Papa, entre os apóstolos, como fundamento visível da Igreja de Cristo (fundamento invisível) e seus legítimos sucessores.

            São Pedro é o fundador da sé episcopal de Antioquia, e posteriormente o Bispo de Roma, onde pregou e foi martirizado, segundo a tradição apostólica crucificado de cabeça para baixo. Escavações realizadas na Basílica de São Pedro confirmaram que o edifício foi construído sob um cemitério, com colunas de sustentação. Tal ato só encontra explicação de que Constantino e os cristãos sabiam que construíam sob o túmulo do apóstolo Pedro. Além do que, foram encontradas nessas escavações, ossos de um indivíduo, com cerca de 60-70 anos, com inscrições próximas que diziam “Pedro está aqui” ou “Salve, Apóstolo” ou “Cristo Pedro”, o que por sua vez confirma a presença de São Pedro em Roma e justifica a sede da Igreja Católica Apostólica em tal região.

Referências:

Bíblia Sagrada: Edição pastoral. São Paulo: Paulus, 2005.

LIBÓRIO, Marcos. O Primado de Pedro. MONTFORT Associação Cultural. Disponível em:

<http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cadernos&subsecao=apologetica&artigo=primado&gt; Acesso em: 28/07/2008 às 08:50h

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Sobre Doutrina Católica

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5 respostas para São Pedro Apóstolo – o primeiro Papa

  1. Rev. Diego Lopes disse:

    O único mediador entre Deus e os homens é Cristo, é incrível colocar toda a responsabilidade de interpretar as Escrituras em um só homem. Deus revelou as Escrituras para o seu povo, e o Espírito Santo os faz entender com todos os santos (todos os regenerados e nascidos de novo pela fé, e não pelos sacramentos) o amor de Deus. Leia Efésios 2: 8-10 e Efésios 3:17-18
    Melhor leia toda a carta de Romanos que entenderá o que é justificação pela fé.
    Enquanto vocês trocarem a glória de Deus pela dos homens continuarão perdidos no seu engano pregando outro evangelho que não é o dos apóstolos. Sim apóstolos e não apóstolo,porque a própria palavra composta “apostollós: quer dizer enviado, nesse caso de Cristo, os doze e mais Paulo foram enviados de Cristo e não somente Pedro.

    • Caro Diego Lopes, a paz do Senhor!

      Agradeço sua visita ao nosso blog e por estar buscando aprender mais sobre a Igreja de Cristo. Em seu comentário você faz algumas colocações que irei pontua-las a seguir:

      - Você me diz que o único mediador entre Deus e os homens é Cristo. Isto baseado na seguinte citação da Bíblia: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (I Timóteo 2:5), mas esqueceu-se do próximo versículo “QUE SE DEU A SI MESMO PARA REDENÇÃO DE TODOS” (I Timóteo 2, 6) E a partir da citação completa que entendemos que sim Cristo é o único mediador entre nós e o Pai, enquanto nosso Redentor. Se não for desta forma, São Paulo estava enganado quando pedia a oração dos cristãos e oferecia as suas em diversas cartas. E Moisés então, que se dizia intérprete e mediador entre Deus e o povo (Dt 5, 5)?

      - Depois você comenta sobre a responsabilidade de interpretar as Escrituras, atribuída a São Pedro:
      A Bíblia não si só é um livro muito complicado e difícil de compreender, e ela mesma nos adverte para isso, como nos Atos dos Apóstolos, em que o eunuco da Rainha de Candace diz: “Como poderei entender (Isaías) se ninguém me explica? “(Atos 8,21).Se a Igreja fundada por Cristo não pode ensinar, quem pode? Cada um vai entender de um jeito e o resultado será a multiplicação de seitas, cada uma julgando-se a certa e condenando as demais. Foi por isso que Cristo deu o poder de interpretar a Escritura somente a Pedro (poder das chaves = autoridade e interpretação). E sobre a livre interpretação (o Espírito Santo nos faz entender), porque então a interpretação da Igreja Católica seria a única errada entre tantas e tantas? Assim você mesmo se contradiz. Prefiro ficar com o que diz as Escrituras e com o que a Igreja nos ensina desde sempre.

      - A seguir você nos coloca a justificação pela fé. Neste ponto vou me ater a apenas expor algumas passagens bíblicas:

      Antigo Testamento

      “O poder é de Deus, e a ti, Senhor, a misericórdia; porque tu retribuirás a cada um segundo as suas obras.” (Salmos LXI, 12 e 13).
      “Se tu disseres: As forças não me ajudam, o mesmo que é inspetor do coração o conhece e ao guardador da tua alma nada se esconde e Ele retribuirá ao homem segundo as sua obras.” (Provérbios XXIV, 12).
      “Eu lhes tornarei segundo as suas obras e segundo os feitos de suas mãos.” (Jeremias XXV, 14).
      “Eu julgarei a cada um conforme os seus caminhos, diz o Senhor Deus.”(Ezequiel XVIII, 30).

      Novo Testamento

      S. Mateus, VI, 1-2: “Guardai-vos de fazer as vossas boas obras diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles, doutra sorte não sereis remunerados pelo vosso Pai, que está nos céus. Quando, pois, dás esmola, não faças tocar a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem honrados pelos homens.” (Mt 6,1-2).
      “Entesouras para ti ira no dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus que há de retribuir a cada um segundo as suas obras: com a vida eterna por certo aos que, perseverando em fazer obras boas, buscam glória e honra e imortalidade; mas com ira e indignação aos que são de contenda e que não se rendem à verdade, mas que obedecem à injustiça.” (Romanos 2, 5-8).
      “Se invocais como pai Àquele que sem acepção de pessoas julga segundo a obra de cada um, vivei em temor durante o tempo de vossa peregrinação.”(1 Pd 1, 17).
      E por último, mas não menos importante, e bem explícita:
      “Que aproveitará, irmãos meus, se alguém diz que tem fé, e não tem obras? Porventura poderá salva-lo tal fé? (…) Assim também a fé, se não tiver boas obras, é morta em si mesma.” ( São Tiago 2, 14 e 17).

      Você também comenta algo sobre os Sacramentos. Entendamos: os Sacramentos são sinais de Deus em nossa vida. Pelo Batismo nós nascemos para vida eterna, tornamo-nos membros da comunidade cristã. E pelos demais nos mantemos no caminho indicado pela Igreja que só ensina o que Cristo ensinou.
      Jamais em momento algum a Igreja trocou a glória de Deus pela dos homens… Basta olhar para ver que inúmeros homens e mulheres, jovens e adultos doam suas vidas totalmente para a glória de Deus. Basta observar que tudo o que a Igreja tem é para a glória de Deus. Basta tirar dos olhos o véu do preconceito e ver que os presbíteros, os bispos e o Papa, todos só existem para a glória de Deus e para guiar os homens a salvação que é Jesus .
      E sim não foi apenas Pedro o enviado. Mas os doze apóstolos e posteriormente Paulo . Sobre eles, liderados por Pedro, foi edificada a Igreja de Jesus Cristo, que é Una, Santa, Católica e Apostólica, ou seja procede dos apóstolos de Jesus, hoje liderada por seus sucessores e pelo sucessor de São Pedro, atual Papa Bento XVI.
      Se houver mais dúvidas procure estudar o Catecismo da Igreja Católica, procure estudar seriamente e procure entender o que ela ensina, pautada plenamente nas Sagradas Escrituras e na Tradição Apostólica, fontes da revelação.

      Em Cristo,
      Leandro Nascimento.

  2. Kleber Oliveira disse:

    quem disse a você Leandro?

    • Caro Kleber, a paz!

      Quem disse o quê? Seja claro em suas dúvidas para que eu possa ajudá-lo a compreender!
      Todo meu artigo está embasado nas Sagradas Escrituras, porém como já sabemos, as Escrituras só fazem sentido se interpretadas pelo Sagrado Magistério. E como a própria Bíblia nos indica, nem tudo está nela, portanto, a Sagrada Tradição Apostólica (que a Bíblia manda guardar) vem completar as fontes da revelação. Ou seja, o meio escrito e oral.
      Despeço-me, em oração, por você!

      Em Cristo,
      Leandro.

  3. Pingback: Solenidade de São Pedro e São Paulo | Doutrina Católica

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