História dos Santos – Santa Catarina de Labouré

Bom dia amigos, a paz!

A partir de hoje vamos publicar a história de alguns dos homens e mulheres, jovens, adultos e crianças que atenderam ao chamado de Cristo, e por serem exemplo de fé, fidelidade e confiança, estão na presença do Senhor, de onde intercedem por nós. Contaremos um pouco mais sobre aqueles que a Igreja sabiamente declara santos, não milagreiros, mas intercessores junto a Jesus.

Ontem, enquanto pesquisava alguns textos na internet me deparei com a história de Santa Catarina de Labouré, pura providência, uma vez que já pensava em iniciar uma série com a história dos santos. Devo confessar que não conhecia esta santa, nem sua história, assim como não sabia da relação direta com a Medalha Milagrosa.

Leiam com fé.

In corde Iesu,

Leandro Nascimento

Doutrina Católica

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   Santa Catarina de Labouré

    Ainda jovenzinha, Catarina Labouré, sonhou que se encontrava na capela de sua cidade natal, Fain-les-Moutiens, na Borgonha (França) e que um venerável sacerdote acabara de celebrar a missa. Quando descia ele os degraus do altar, de repente se deteve e, sorrindo, convidou a menina a aproximar-se; Catarina, estranhando o gesto, assustou-se e saiu da capela. Dirigiu-se, então, diretamente à casa de uma amiga enferma. Entrou no quarto desta e – ó surpresa! – novamente viu o mesmo ancião, o sacerdote de cabelos brancos, de pé, junto ao leito. Ele voltou a sorrir-lhe e, estendendo-lhe a mão, disse-lhe: “Filha minha, fazes bem em cuidar dos enfermos. Agora me evitas, mas dia virá em que te alegrarás de vir a mim. Deus tem desígnios a teu respeito. Não o esqueças!” E logo apareceu esfumar-se… Esse o sonho.
A jovem Catarina, ou Zoé, como era chamada familiarmente, nunca se esqueceu do sonho incompreensível. Mais tarde, quando em visita à Casa de Caridade de Paris, surpreendeu-se com um retrato suspenso à parede. E exclamou: “O mesmo sacerdote que vi em sonho”. E ficou sabendo, pelo Padre Prost, que o ancião dos seus sonhos era São Vicente de Paulo: “os mesmos olhos sorridentes, a mesma boca amável que lhe havia falado, o mesmo rosto coroado de cabelos brancos, cheio de bondosa compreensão, que ela havia contemplado em sonho…”

Após algumas desavenças com seu pai, acabou entrando para a ordem das Irmãs da Caridade.

A visões

Uma noite de verão

Aos 18 de julho de 1830, véspera da festa de São Vicente que ela tanto ama, Catarina recorre àquele de quem, cujo coração ela viu transbordando de amor, para que seu grande desejo de ver a Santíssima Virgem seja enfim alcançado. Às onze horas e meia da noite, ela ouve chamá-la pelo seu nome.

Uma misteriosa criança está ali, ao pé da sua cama e a convida para levantar-se:

« A Santíssima Virgem a espera »

diz ela. Catarina se veste e, acompanha a criança que, deixa raios de luz por todos os lugares por onde passa.
Chegando à Capela, Catarina pára perto da cadeira do Padre, colocada no presbitério. Ela ouve então “como o frou-frou” de uma roupa de seda:

«Eis a Santíssima Virgem»

diz seu pequeno guia.
Ela não quer acreditar. A criança, porém, repete com uma voz mais forte:

« Eis a Santíssima Virgem. »

Catarina corre aos joelhos da Santíssima Virgem sentada na cadeira. Então não fiz senão dar um salto para junto dEla, e, de joelhos, sobre os degraus do altar, as mãos apoiadas nos joelhos da Santíssima Virgem:

« Aí, passei um momento, o mais suave de minha vida. Ser-me-ia impossível dizer o que experimentei. A Santíssima Virgem disse-me como eu devia conduzir-me com o meu confessor e várias coisas mais».

Catarina recebe o anúncio de sua missão e o pedido de fundação de uma Confraria dos Filhos de Maria. O que será realizado pelo Padre Aladel no dia 2 de fevereiro de 1840.

Um 27 de novembro

A Santíssima Virgem, no dia 27 de novembro de 1830, aparece de novo, na Capela, à Catarina Labouré. Dessa vez foi às 17h30, durante a oração das Irmãs e das noviças, sobre o quadro de São José (hoje, o local onde se encontra a Virgem do Globo). Antes, Catarina vê dois globos vivos, que passam, um após o outro, e nos quais a Santíssima Virgem se mantém em pé, sobre a metade do globo terrestre, seus pés esmagando a serpente.

No primeiro quadro, a Virgem Maria traz nas mãos um pequeno globo, dourado, com uma cruz superposta, que Ela eleva aos céus. Catarina ouve:

«Este lobo representa o mundo inteiro,
particularmente a França e todas as pessoas»

No segundo, saem de suas mãos abertas raios de um brilho resplandecente. Catarina ouve ao mesmo tempo uma voz que lhe diz:

«Estes raios são o símbolo das graças que Maria alcança para os homens».

Depois, em forma oval, forma-se a aparição e Catarina vê inscrita, em letras de ouro, esta invocação: «O’ Maria concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a Vós! ».

Então uma voz se faz ouvir:

« Fazei cunhar uma medalha sob este modelo.
As pessoas que a usarem, com confiança, receberão muitas graças ».

Finalmente, ao redor, Catarina vê o reverso da Medalha: no alto, uma cruz, com a inicial do nome de Maria superposta, e, em baixo, dois corações, um coroado de espinhos, e outro, transpassado por uma lança.

 

Um adeus

No mês de novembro de 1830, durante a oração, Catarina ouve de novo um “frou-frou”, desta vez atrás do altar. O mesmo quadro da medalha se apresenta perto do tabernáculo, um pouco atrás.

«Estes raios são o símbolo das graças que a Santíssima Virgem alcança para as pessoas que lhe pedem… Você não me verá mais ».

Eis o fim das aparições. Catarina comunica ao seu confessor, Padre Aladel, o pedido da Santíssima Virgem. Ele a acolhe formalmente, proibindo-a de pensar sobre o assunto. O choque é muito forte.

A 30 de janeiro de 1831, ela termina o seminário. Catarina recebe o hábito. No dia seguinte, ela parte para o Asilo de Enghien, fundado pela família de Orléans, à rua de Picpus, 12, em Reuilly, a leste de Paris, num bairro miserável, onde, incógnita, servirá os pobres durante 46 anos.

Catarina Labouré morre, na paz do Senhor, em 31 de dezembro de 1876: “Parto para o céu… ver Nosso Sehor, sua Mãe e São Vicente”.
Em 1933, por ocasiao de sua beatificação, foi aberta sua sepultura, na Capela de Reuilly. O corpo de Catarina foi encontrado intacto e transferido para a Capela da rua do Bac, sendo instalado sob o altar da Virgem do Globo. Segundo alguns relatos até o azul de seus olhos mantinham o brilho como se estivessem ainda com vida. Foi beatificada em 1933 pelo Papa Pio XI e depois canonizada em 27 de julho de 1947 por Pio XII.

Sobre Doutrina Católica

O Doutrina Católica é um espaço mantido por fiéis leigos da Santa Igreja Católica. Estamos cansados de tantos ataques externos e tanto desconhecimento também dos próprios católicos, por isso nossa intenção com o blog é divulgar e defender a Igreja Católica. Estamos abertos a discussão e a parcerias, ajude-nos a crescer!
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5 respostas para História dos Santos – Santa Catarina de Labouré

  1. Cadu disse:

    Parabéns pela iniciativa. Só um conselho de um blogueiro com um pouquinho mais experiência: Tente reduzir o tamanho do post. Em geral as pessoas não leem posts grandes! Pax Domini

    • Olá Cadu, a paz!

      Fico feliz que tenha visitado o doutrina. É verdade o que você diz… Por esta razão normalmente eu faço “séries” – alguns posts do mesmo assunto. Neste em específico fiquei tocado com a história da santa Catarina Labouré, talvez por isso não tenha percebido a necessidade de reduzir o post.

      Agradeço seu conselho. Continue nos visitando!!

      In corde Iesu,
      Leandro.

  2. Maria Manuela Lopes Guerreiro disse:

    Há já algum tempo foi-me dada em Fátima, pela dona de uma loja de artigos religiosos, pessoa muito especial, daquelas que têm algo que não sabemos o quê, mas que nos faz sentir bem, uma estampa com a medalha de Santa Catarina Labourè com a recomendação de que a deveria mandar benzer. Já várias vezes toquei na medalha, mas ainda não a mandei benzer. Hoje olhei para ela de modo diferente e fui investigar sobre a vida da Santa. Fiquei fascinada. Nunca mais deixarei a medalha vai sempre andar comigo e vou de imediato pedir que a benzam.
    Manuela Guerreiro

    • Cara Manuela, a paz!

      Realmente a história de vida de Santa Catarina Labourè é fascinante! Se você ganhou esta medalha é porque algum significado tem, leve-a para ser abençoada e ande sempre com ela, pedindo a intercessão da Santa junto a Jesus.
      Visite sempre nosso blog!

      Em Cristo,
      Leandro Nascimento.

  3. Jaciara Silva disse:

    A PAZ DE CRISTO!
    Fiquei fascinada coma história,pois nasci no dia 25 de novembro e quando criança minha mãe sempre me disse que esse dia é o dia de Santa Catarina,até então nunca tive curiosidade.Como sou católica me veio essa história na lembrança,justamente no dia do meu aniversário.

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