Sacramentos – Matrimônio

   Matrimônio 

Doutrina Católica

    O Sacramento do Matrimônio, assim como o da ordem, é um Sacramento de serviço, ou seja, a pessoa se põe a serviço do Reino de Deus de acordo com sua vocação, no caso vocação para a família. Homem e mulher se consagram um ao outro e passam a viver uma vida em comum, trabalhando sempre para a construção do plano de amor de Deus. Pelo menos este é o objetivo do Sacramento do matrimônio, porém muitos ignoram o verdadeiro significado desta consagração, estando alheios a importância do amor e do companheirismo na vida humana, chegando ao Altar pensando que se não der certo basta se divorciar, não valorizando esta união com a maturidade necessária e acima de tudo a responsabilidade com a vida do próximo. A união entre homem e mulher é sagrada e está plenamente explícita na Bíblia, como podemos verificar em Mc 10, 6-8: “No entanto, desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá a sua mulher, e os dois formarão uma só carne, assim já não são dois, mas uma só carne”.

    Mediante esta passagem podemos entender que é natural do homem e mulher, depois de certa idade deixar o lar de seus pais e se unirem em matrimônio, tendo uma só vida, uma só intenção, e sendo também uma só carne, gerando, criando e amando os filhos que Deus mandar. Os filhos certamente são a benção mais sublime que um casal pode ter, porém muitos não interpretam dessa forma. Atualmente muitos casais simplesmente decidem não ter filhos, tornando-se estéreis, mesmo sendo fecundos, enquanto outros gastam muito dinheiro para tentar engravidar, e há ainda outros que fariam de tudo para ter um filho, mas não há essa possibilidade. Enfim, esta é uma reflexão importantíssima e que deve ser pautada sempre na Palavra de Deus.

    Assim como a ordem, não é fácil viver o Sacramento do Matrimônio, pois ao optar por esta consagração, se renúncia a muitas coisas que o mundo oferece: jura-se fidelidade ao esposo (a), jura-se amor incondicional, compreensão mútua, enfim ao assumirmos este compromisso deixamos simplesmente de viver sozinhos, mas passamos a viver uma única vida a dois, e para tal se faz necessária além de amor e compreensão um para com o outro, a sinceridade nos atos, a transparência nos pensamentos, sentimentos e ações, no perdão constante nas ações que possam trazer mágoas, estas que devem ser pautadas nos juramentos efetuados no ato do Sacramento. O diálogo se faz de extrema importância em uma vida vivida a dois, pois diferenças de idéias e vontades surgirão, atritos ocorrerão e é neste momento que ambos (marido e mulher) deverão saber dialogar e não simplesmente se impor um ao outro, ou se aborrecer com coisas minúsculas e sem significado. Sempre deverá haver espaço para o diálogo, ainda que seja na hora de dormir, ou durante o café da manhã, no carro, na correria do dia-dia, sempre deverá haver tempo um para o outro, pois somente assim um casal poderá ser plenamente feliz, e assim os filhos crescerão e serão educados em uma família que se espelha na compreensão, no amor, terão um verdadeiro exemplo cristão, com bons exemplos de pai e mãe, responsáveis cada um com seu papel atribuição na formação dos filhos.

    Logo em Gênesis podemos observar que Deus observa a necessidade do homem de ter companhia, de não viver, de ter ao lado alguém par partilhar a vida:

    Javé Deus  disse: “Não é bom que o homem esteja sozinho. Vou fazer para ele uma auxiliar que lhe seja semelhante” (Gn 2, 18). Ou seja, Deus desde o princípio fez o homem para a mulher e a mulher para o homem, e na seqüência do texto no versículo em Gn 2, 21-24 lemos:

Então Javé Deus fez cair um torpor sobre o homem, e ele dormiu. Tomou então uma costela do homem e no lugar fez crescer carne. Depois, da costela que tinha tirado do homem, Javé Deus modelou uma mulher e apresentou-a ao homem. Então o homem exclamou: “Essa sim é osso dos meus ossos, carne da minha carne! Ela será chamada mulher, porque foi tirada do homem!”   Por isso, um homem deixa seu pai e sua mãe, e se une à sua mulher, e eles dois se tornam uma só carne.

    Que bonito ver a preocupação de Deus, sempre nos amando ao extremo, e fazendo tudo com sublime perfeição, nos fez homens e mulheres, para vivermos como tais, no amor e no respeito mútuo um para com o outro. Na Primeira carta de São Paulo aos Coríntios Cap. 7, vers.  2-4  lemos:

[…] cada homem tenha sua esposa, e cada mulher o seu marido. O marido cumpra o dever conjugal para com a esposa, e a esposa faça o mesmo para com o marido. A esposa não é dona do seu próprio corpo, e sim o marido. Do mesmo modo, o marido não é dono do seu próprio corpo e sim a esposa.

    Dessa forma podemos entender que o marido pertence a mulher e a mulher ao marido, e que estes devem respeitar este preceito básico, devem se amar e respeitar segundo a vontade de Deus e os preceitos que o matrimônio exige, pois sendo um do outro, o marido não manda na mulher e nem o contrário, mas juntos devem tomar as decisões. Isso fica explícito em Col 3, 18-19: “Mulheres, sede submissas aos vossos maridos, pois assim convém a mulheres cristãs. Maridos amem vossas mulheres e não sejam grosseiros com elas”. O termo submisso utilizado pelo apóstolo Paulo não quer dizer que as mulheres devem obedecer aos homens, mas sim respeitá-los, assim como os homens devem amar suas mulheres e não ser grosseiros com ela, atitude típica masculina. Ou seja, homem e mulher são seres humanos que se completam, feitos um para o outro a imagem e semelhança de Deus. Como tais ao assumirem o compromisso do Sacramento do Matrimônio, devem se portar de acordo com o que este ato exige, como já dito anteriormente os sacramentos são sinais de Deus, são sua presença em nosso meio, portanto no casamento Deus se faz presente na família, que deve se fortalecer na vida cristã e crescer enquanto tal, em seus mandamentos e orientações. Os filhos devem ser educados na fé, com palavras (diálogo) e ações concretas no dia-dia.

    O Matrimônio, a união entre um  homem e uma mulher, como pôde ser visto está presente nas Sagradas Escrituras desde o livro do Gênesis, onde homem e mulher são feitos e apresentados um ao outro e perante Deus são abençoados. No novo testamento, com a presença de Jesus nas bodas de Caná vemos o próprio novamente destacando importância, dignificando e sacralizando esta união indissolúvel (Mc 10, 6-12).

Sobre Doutrina Católica

O Doutrina Católica é um espaço mantido por fiéis leigos da Santa Igreja Católica. Estamos cansados de tantos ataques externos e tanto desconhecimento também dos próprios católicos, por isso nossa intenção com o blog é divulgar e defender a Igreja Católica. Estamos abertos a discussão e a parcerias, ajude-nos a crescer!
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