Quinta feira santa – Informações litúrgicas

Quinta-feira Santa : Anotações litúrgicas

– A cor desta Missa é o branco. A igreja deve estar discretamente ornamentada com flores, o altar coberto com uma bela toalha branca.

– O sacrário deve estar vazio e aberto. As hóstias devem ter sido consumidas até a quarta-feira, reservando-se algumas para a comunhão dos enfermos. Elas devem ser colocadas num lugar seguro e digno, fora da igreja. Até o Dia da Páscoa não se devem comungar as hóstias antigas!

– Deve-se preparar ao lado do corpo da igreja ou mesmo fora, em local bem próximo, o Altar da Reposição, isto é, um local digno e bem ornamento com flores e velas para se colocar a Reserva eucarística dessa Missa da Ceia.

– É muito aconselhável que, na Procissão de entrada, logo após a cruz, entrem os Santos Óleos, consagrados na Missa do Crisma. Eles devem ficar sobre o Altar, de modo belo e discreto, ou sobre uma mesinha preparada no Presbitério.

– Todos os cânticos devem ser próprios para esta Missa. Usa-se incenso e Evangeliário normalmente. Ao canto do Glória, tocam-se o sino e a capainha. Depois disso, somente se pode tocar a matraca.

– Após a homilia, faz-se o lava-pés, com doze membros da comunidade, de preferência, mas não necessariamente, do sexo masculino. Lava-se o pé direito de cada um. Pode-se também beijar, após lavar. Para o lava-pés, o celebrante deve retirar a casula e colocar um gremial (espécie de avental) sobre a alva e a estola.

– Caso use a Oração Eucarística I – que é a ideal para ser usada -, o celebrante deve estar atento que há várias partes próprias para esta Missa, inclusive a narrativa da Consagração!

– Deve-se cuidar para que as hóstias sejam suficientes para esta Missa e para a Celebração da Sexta-feira Santa. Ao final da Comunhão, todas as hóstias consagradas devem ser colocadas numa única âmbula grande, que fica sobre o Altar, sobre o corporal, coberta com um canopeu (o véu).

– O Celebrante faz, então, a Oração após a comunhão. Depois, de joelhos, incensa as hóstias consagradas que estão sobre o Altar. Em seguida, veste a casula o véu umeral. Pode também retirar a casula, colocar o pluvial branco e, sobre ele, o véu umeral. Ele deve tomar a âmbula e cobri-la com o véu umeral. Nunca, em hipótese alguma, por motivo nenhum, pode-se colocar uma hóstia no ostensório e sair com ela em procissão! Não é procissão de Corpus Christi!

– A procissão terá a seguinte ordem: cruz e velas na frente, os acólitos, cada um com uma vela acesa, o que leva a matraca, tocando-a e, logo adiante do Santíssimo, um ou dois acólitos com o turíbulo fumegando. Depois, o padre com o Santíssimo coberto pelo véu umeral.

– O ideal é que o padre vá debaixo de uma umbrela (aquela pequena “sombrinha”). A procissão dirige-se solenemente para o Altar da Reposição. Se o Altar estiver dentro da igreja, o povo permanece no seu lugar, ajoelhando-se quando o Santíssimo passar. Se o altar for fora, o povo pode acompanhar calmamente. O canto para a procissão é o previsto no missal.

– Chegando ao Altar da Reposição, o celebrante coloca a âmbula no sacrário preparado, incensa o Santíssimo, reza um pouco em silêncio, fecha-o e todos, em silêncio, voltam para a sacristia pelo caminho mais curto. Não há bênção final, não há despedida, não há nada!

– Em momento nenhum se deve dizer “graças e louvores…” A procissão é simples, solene e ao mesmo tempo, grave. Repito: nunca se deve usar uma custódia! Esta procissão tem um motivo prático: conservar as hóstias para a comunhão do dia seguinte.

– A Comunidade deve fazer uma adoração solene até meia-noite; nunca depois disso! Após a meia-noite, a adoração só pode ser individual e silenciosa. Esta adoração não tem o sentido de fazer companhia a Jesus que está em agonia! Jesus está ali morto e ressuscitado, na Eucaristia. Também não se deve chamar o Altar de Reposição de “Horto”! O sentido da adoração é a gratidão a Jesus pela Eucaristia e pela sua vida entregue pelos seus. Só isso!

– Terminado o rito, as todas as cruzes e imagens da igreja são retiradas ou cobertas de branco, roxo ou vermelho. Todas as flores são retiradas, os altares são totalmente descobertos e despojados e as pias de água benta são esvaziadas totalmente. A Igreja entra num solene e profundo silêncio.

– A partir daqui, nenhum sacramento pode ser celebrado, a não ser a Reconciliação. A comunhão somente pode ser dada aos enfermos e mais a ninguém!

Em tempo:

Canta-se o glória nesta Missa, pela instituição dos Sacramentos da Eucaristia e da Ordem.

Os Sacrários devem ficar vazios e abertos, simbolizando que Cristo foi retirado do meio dos seus e levado a julgamento. 

Fonte: http://www.padrehenrique.com/index.php/liturgia/geral/188-a-quinta-feira-santa

Comentários em negrito do Blog Doutrina Católica

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